Economia Maringaense

Maringá desde a sua origem cultua o planejamento. Ao longo do tempo essa atividade somado ao uso inteligente dos recursos públicos e ao estreito relacionamento da sociedade civil organizada com o Poder Público, trouxeram para Maringá vários destaques em vários indicadores socioeconômicos, principalmente relacionados à educação, qualidade de vida e negócios.

No que se refere ao item educação, Maringá é um polo de ensino superior. As instituições de ensino possuem atualmente mais de 50 mil alunos nos cursos presenciais e 50 mil alunos nos cursos de ensino a distância, além disso a cidade possui mais de 21% da população com ensino superior completo (INEP/MEC 2011). O ensino básico tem tido seus avanços também, a notar pelo volume de escolas em período integral. Em 2014, 51% das escolas municipais tinham acesso a essa modalidade de ensino e para 2020 a meta é atingir praticamente 100% dos alunos.

Avanços também foram verificados na qualidade de vida. Esse resultado é apresentado pelo bom ranqueamento de Maringá em estudos feitos por centros de pesquisa e revistas a partir de 2010. Dentre eles, pode-se destacar: 2ª melhor cidade em saneamento (SNIS, 2013), 5ª melhor no combate à mortalidade infantil (DATASUS, 2011), 8ª melhor cidade para se criar filhos (Revista Exame, 2014) e 38ª melhor cidade para se viver (Revista Exame, 2014). Sabe-se que a qualidade de vida e de condições de trabalho são as mais buscadas pelos empreendedores. Então, não poderia ser diferente, uma cidade com elevada qualidade de vida também deveria ser uma cidade excelente para negócios. Pois é, esse mérito também foi verificado em Maringá, a mesma foi ranqueada como a 15ª melhor para negócios (Revista Exame, 2013) e a 25ª maior e melhor cidade do Brasil (Delta Economics & Finance, 2014).

Bom para fazer negócios e bom para fazer comércio internacional também. Com o crescimento do entroncamento da malha rodoviária, fortalecimento do transporte de carga via modal ferroviário, instalação do Porto Seco, crescimento das empresas de logística e transbordo de commodities, Maringá se tornou uma das primeiras cidades no comércio exterior, tendo a 6ª maior balança comercial (SECEX/MDIC, 2014) e o 15ª maior volume em exportações (SECEX/MDIC, 2014).

Para manter os setores econômicos em constante crescimento, como o setor financeiro, Maringá vislumbra em um período curto de tempo grandes projetos. Nesse contexto, a sociedade civil organizada já identificou 13 projetos que serão executados nos próximos 5 anos, com o investimento de R$ 4,7 bilhões e a geração de aproximadamente 10 mil empregos. Esses projetos podem ser segmentados em 5 grupos: Infraestrutura logística e mobilidade urbana, polos industriais e comerciais, instalação de centros de pesquisa, ampliação de autarquias, e espaço para eventos.

Dentre os projetos de infraestrutura logística e mobilidade urbana, o projeto “Trem Pé Vermelho” possui a maior volume previsto de investimento. Serão aplicados R$ 700 milhões de reais em um trajeto de 154 km, que compreende 13 municípios (Paiçandu a Ibiporã). Segundo o Estudo de Viabilidade Técnica Econômica (EVTE), esse projeto possui a 2° melhor viabilidade para implantação de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no Brasil. Outro projeto de mobilidade urbana, o Contorno Sul passará pelos municípios de Maringá, Marialva e Mandaguari, e permitirá a redução do tráfego de cargas pesadas no interior das cidades e redução do tempo de transporte de mercadorias. Já o terminal intermodal integrará os três principais modais de transporte de pessoas: rodoviário, aeroviário e ferroviário. Essa nova infraestrutura será instalada ao lado do atual aeroporto de Maringá e com a maior concentração de pessoas viabilizará a construção de um shopping center no local.

No que se refere à construção de polos industriais e comerciais, os investimentos em execução e previstos para os próximos anos criarão ambientes propícios à formação de cluster de empresas, com o objetivo de compartilhar ativos de infraestrutura e logística, e elevar a competitividade das empresas. Dentre eles, destaca-se a construção do Parque Cidade Industrial, maior parque industrial da Região Sul do Brasil, o Polo Aeronáutico, que aportará uma pista de pouso de aviões de 3,2 km de extensão e consolidará o aeroporto de Maringá como o 6° em potencial de crescimento no Brasil, e o Armazém Digital, que será instalado nas antigas instalações no antigo Instituto Brasileiro de Café – IBC.

Para o futuro, Maringá irá oportunizar a instalação de centros de pesquisas, ampliação da infraestrutura de autarquias já instaladas. Esses empreendimentos serão realizados em maior parte no Parque Cidade Industrial, como a instalação de mais uma unidade do SENAI, criação de dois laboratórios do LACTEC para testes de reação e resistência de materiais ao fogo, e a instalação de laboratório do TECPAR para fabricação e envase do medicamento Bevacizumabe, para combate ao câncer. Além disso, próximo a estas instalações será implementado o Tecnoparque, o qual é um espaço destinado para as empresas de elevada tecnologia e incubação de empresas e projetos em estágio embrionário. Para criar um processo sólido de seleção e manutenção da estrutura e governança do Tecnoparque, a fundação Certi foi contratada e estará montando o plano estratégico e diretor do espaço.

O segmento da educação também receberá mais uma instituição de ensino superior. Considerado o maior campus do Paraná em extensão, a Universidade Tecnológico Federal do Paraná (UTFPR) será instalada na região sul de Maringá e ofertará de início os cursos: Engenharia Biomédica (único do sul do país), Bacharelado em Design de Games (único do Paraná), Licenciatura em Informática, Engenharia Eletrônica, Engenharia de Materiais e Engenharia de Controle e Automação.

E por fim, Maringá receberá o Centro de Convenções e Eventos, o qual refere-se à construção de um espaço para aportar grandes eventos, com sala de convenções, teatro com 2.500 lugares, espaço para administração e estacionamento. Esse empreendimento irá fomentar o setor de turismo negócios, e atrairá grandes congressos e eventos, ampliando a imagem institucional da cidade.

Esses projetos futuros demonstram que até o momento a cidade vem traçando seu futuro por meio visões construídas e inseridas em documentos como o Maringá 2020 e 2030. Somado a isto, a sociedade civil organizada atualmente está contratando um Masterplan, segmentando em um Plano Socioeconômico e um Plano Urbanístico até 2047 a ser realizados por duas consultorias internacionais, os quais darão sustentação às tomadas de decisões inerentes ao processo de crescimento socioeconômico de Maringá e região.

E por fim, entende-se que a maturidade adquirida pela sociedade civil organizada ao longo das décadas, e a cultura em manter um estreito contato com o Poder Público, tem construído estruturas sólidas para manter o crescimento sustentável e saudável no longo prazo. Esse exercício tem chamado a atenção de autoridades políticas de cidades pelo Brasil, nos mais variados tamanhos, localização e aspectos culturais, e usado Maringá como exemplo a ser seguido. Não obstante, tem elevado o interesse de famílias dos mais variados lugares do Brasil em fixar a residência na cidade, o que fortalece a conhecida afirmação de que “Maringá é o lugar que todo mundo gostaria de morar, mas não sabia aonde ficava”.

 

CODEM

Maio de 2016.