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Maringá registra o melhor saldo de exportação desde 2014

Em setembro, a balança comercial de Maringá somou US$ 230,18 milhões. Em comparação ao mesmo mês do ano passado houve incremento de 123,4%. Comparando a agosto de 2020, houve queda de 2,9%. No acumulado do ano a balança comercial da cidade somou US$ 1.699,44 bilhão.

As exportações de setembro totalizaram US$ 248,70 milhões em Maringá. É o melhor saldo de exportação para o mês de setembro desde 2014, quando o saldo foi US$ 251,76 milhões. Em relação a agosto deste ano, houve queda de 0,53%. De janeiro a setembro as exportações somaram US$ 1.901,02 bilhão, com variação de 21,1% de aumento em relação ao mesmo período de 2019.

Já as importações de setembro alcançaram US$ 18,52 milhões. Comparando ao mesmo mês do ano passado, houve queda de 37,1%. Em relação ao mês anterior deste ano, houve aumento de 43,3%. No acumulado do ano as importações somaram US$ 201,58 milhões, com queda de 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em setembro, Maringá permaneceu em segundo lugar no ranking de exportações no Paraná e em nono no ranking nacional. Já no ranking das importações o município continua em oitavo lugar no ranking estadual e passou de 106º para 107º lugar no ranking nacional.

 

Produtos

Os cinco principais produtos exportados de janeiro a setembro foram: soja, mesmo triturada (76%), açúcares de cana ou de beterraba e sacarose quimicamente pura, no estado sólido (7,1%); milho (6,6%); carnes e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (5%) e tortas e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja (2,1%)

Já os cinco principais produtos importados no mesmo período foram: díodos, transístores e dispositivos semelhantes com semicondutores, dispositivos fotossensíveis semicondutores, incluídas as células fotovoltaicas, montadas em módulos ou em painéis; díodos emissores de luz, cristais piezoelétricos montados (44%), transformadores elétricos, conversores elétricos estáticos, bobinas de reactância e de auto-indução (13%), partes e acessórios (exceto estojos, capas e semelhantes), reconhecíveis como exclusiva ou principalmente destinados às máquinas e aparelhos das posições (3,9%), adubos (fertilizantes) minerais ou químicos, potássicos (1,9%) e circuitos integrados e microconjuntos eletrônicos (1,8%).

 

Países parceiros

Os cinco principais compradores de produtos maringaenses de janeiro a setembro foram: China (US$ 1,35 bilhão, participação 71%), Irã (US$ 63,7 milhões, participação 3,4%), Coreia do Sul (US$ 50,8 milhões, participação 2,7%), Bangladesh (US$ 49,6 milhões, participação 2,6%) e Paquistão (US$ 37,5 milhões, participação 2%).

Os cinco principais fornecedores de Maringá no mesmo período foram: China (US$ 155 milhões, participação 77%), Rússia (US$ 5,21 milhões, participação 2,6%), Alemanha (US$ 4,05 milhões, participação 2%), Índia (US$ 3,38 milhões, participação 1,7%) e Vietnã (US$ 3,26 milhões, participação 1,6%).

 

Fonte: Instituto Mercosul; dados: Secint.

Summit discute sustentabilidade e projetos sociais

O Instituto ACIM realizará a segunda edição do Summit 2020 Maringá (Pacto Global Signatários), para instruir, conscientizar e promover ações em prol da concretização dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostos pela ONU. Será a segunda edição do evento, com palestras, discussões técnicas e mostra de projetos.

O Summit será presencial e online. Para quem escolher a modalidade presencial, que acontecerá na Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM), a inscrição custa R$ 50 e inclui pasta em couro ecológico e copo sustentável. Os participantes também concorrerão a brindes.

Quem optar pela modalidade online terá acesso à palestra magna no dia 19, a partir das 19 horas, com o tema ‘Sustentabilidade financeira com responsabilidade social’, ministrada pelo secretário-executivo da Rede Brasil do Pacto Global, Carlo Pereira, que é membro de conselho executivo do Global Reporting Initiative – GRI. A palestra será transmitida ao vivo pelo Facebook e Youtube da ACIM.

 

Mostra de projetos

Para os participantes presenciais, o evento terá início no dia 19 com o credenciamento às 8h30. Na sequência haverá sessão técnica sobre educação de qualidade, para discutir os indicadores de Maringá. Das 14 às 16h a sessão técnica será sobre água e meio ambiente, com discussão sobre a preservação dos fundos de vale e a qualidade da água desses pontos. Das 16 às 18h haverá Mostra de projetos dos três finalistas do edital realizado pelo Instituto ACIM - empresas locais com projetos que vão ao encontro dos ODS participaram do edital, em que uma comissão avaliou objetivos, metodologia, impacto, resultados e premiou as três melhores iniciativas.

Já no dia 20, a primeira palestra iniciará às 8h30, com o especialista em Finanças Corporativas, Jerry Kato, que falará sobre ‘Sustentabilidade financeira em tempos de crise’. Logo em seguida, às 10h30, o diretor da Maringá Histórica e ex-secretário de Cultura, Miguel Fernando Pereira, falará sobre ‘Como calcular o retorno institucional de projetos sociais’. Das 13 às 14h haverá apresentação de cases de sucesso. Das 14 às 15h ocorrerá o workshop ‘Adesão ao Pacto Global e relatório de comunicação de progresso global, empresas e entidades sem fins lucrativos’, ministrado pela especialista em Sustentabilidade Priscila Brustin. Na sequência, das 15 às 17h30, será o workshop ‘Gerindo projetos com qualidade’, coordenado pelo Instituto de Gestão de Projetos (PMI Paraná – Project Management Institute). Em seguida, será a apresentação dos finalistas da Mostra de projetos, com as premiações.

O evento terá certificado tanto para empresas quanto pessoas físicas. “Nossa grande missão é transformar Maringá e o Paraná em referência de qualidade de vida e desenvolvimento sustentável”, comenta a presidente do Instituto ACIM, Nádia Felippe. As inscrições devem ser feitas em www.sympla.com.br/summit-pacto-global-signatarios__964706.

Mais informações pelos telefones (44) 3025-9676 e 99900-9676.

ACIM e Codem recebem primeiros candidatos a prefeito para apresentação de propostas

Em reunião presencial, respeitando medidas de distanciamento, e também online, a Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) e o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem) receberam, em 5 de outubro, os candidatos Carlos Mariucci, Audilene Rocha e Akemi Nishimori. Eles foram os três primeiros postulantes ao cargo de prefeito de Maringá que apresentaram seus planos de governo – outras três reuniões estão previstas.

Mariucci destacou a importância da criação de um comitê de crise intersetorial para que representantes de vários segmentos possam ajudar a discutir como Maringá poderá superar a crise econômica causada pela pandemia. “A grande falha da atual gestão é a falta de comunicação, principalmente com o legislativo”. Entre as propostas dele estão trabalhar a economia solidária, o microcrédito, o fomento ao turismo religioso e a criação de um conselho de desenvolvimento social. O candidato defendeu ainda a criação do eixo monumental e o fomento ao turismo e à economia criativa, criando inclusive uma secretaria municipal específica para o setor. Sobre o transporte coletivo, Mariucci destacou que é possível oferecer tarifa a R$ 2, prometeu ampliar as ciclovias e colocar em prática um plano de gerenciamento de resíduos sólidos.

A segunda candidata a apresentar propostas foi Audilene Rocha, que destacou sua formação militar, e a disciplina como uma de suas qualidades. “Dos 26 anos que trabalhei em Maringá, 14 foram em atendimento nas ruas. Conheço o sistema de saúde, os bairros e o Conselho Tutelar, porque o trabalho da polícia se cruza com esses serviços. Tanto que o meu slogan é o cuidado com as pessoas, porque é isso que sempre fiz”. Ela falou que seu plano de governo inclui medidas para diminuir a violência no trânsito e de prevenção a doenças crônicas e mentais, destacou que quer investir em eficiência energética e vai trabalhar junto ao governo do estado para aumentar o número de delegados da Polícia Civil em Maringá. Sobre a educação, Audilene considera que a contratação de vagas em creches privadas é um modelo que pode ser ampliado. Também se comprometeu a concluir o Parque Industrial e a trabalhar para viabilizar o imposto progressivo.

Em sua explanação, Akemi Nishimori destacou que o nome da chapa, Força Maringá, é uma referência nas pessoas da cidade e que vai trabalhar em conjunto às entidades. Se comprometeu a desburocratizar processos empresariais, inclusive a emissão de alvará, e falou que é favorável à incineração do lixo para geração de energia, assim como acontece em cidades japonesas. Destacou ainda que trabalhará em conjunto com o governo do estado para melhorar os índices da educação do ensino médio nos colégios públicos, que quer instalar um calçadão a céu aberto e um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em parceria com a iniciativa privada. Por fim, destacou que a chapa é pura, já que não tem coligação, e que se vencer o pleito, escolherá os melhores técnicos para Maringá, já que não tem acordo com partidos.

 

Mais candidatos

No total, a ACIM e Codem receberão 12 dos 13 candidatos a prefeito de Maringá. As explanações acontecem durante as reuniões de diretoria da Associação Comercial, presencialmente, com a participação de até 50 pessoas, e também serão transmitidas pelo Youtube da ACIM, às 18h45, em 20 e 26 de outubro e em 3 de novembro.

Em 20 de outubro serão Dr. Batista, Homero Marchese e Anníbal Bianchini. Em 26 de outubro as explanações caberão a José Luiz Bovo, Ulisses Maia e Evandro Oliveira. E em 3 de novembro serão Eliseu Fortes, Valdir Pignata e Rogério Calazans.

Cada candidato tem 12 minutos de explanação e outros oito para responder aos questionamentos do público. Para garantir isonomia, todos assinaram um termo concordando com as regras, o que inclui a divulgação da participação apenas de maneira informativa, sem vincular essa participação a apoio das entidades à campanha, a não exibição de faixa, banner ou cartaz durante as apresentações, nem assistir aos painéis de outros candidatos. As transmissões serão feitas pelo Youtube da ACIM: www.youtube.com/user/acimvirtual

 

Pesquisa da ACIM revela lista de compras e valores com Dia das Crianças

Na lista de presentes para o Dia das Crianças, brinquedos lideram, com 31% das intenções de compra dos consumidores, mas inclui confecções (25%), calçados (19%), celular (6%) e até animal de estimação (3%). É o que revela pesquisa da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) junto a 486 consumidores – o erro amostral é de 3,7%.

Os consumidores pretendem gastar de R$ 50 a R$ 150 em cada brinquedo, roupa ou calçado. Já com o celular, o valor sobe para R$ 200 a R$ 250, com o notebook o valor investido será de mais de R$ 400, com o tablet, de R$ 200 a R$ 300, e com o PET, de R$ 150 a R$ 200. O estudo mostrou ainda que 73% dos consumidores gastarão menos neste Dia das Crianças do que no ano passado, mas 27% vão investir mais.

Pais lideram a lista dos compradores, com 41% dos consumidores, seguidos por tios, com 25%, e avós, com 15%. A pesquisa revela também que 77% devem comprar um ou dois presentes, sendo que 66% farão compras em lojas físicas. E mesmo quando a opção for feita na loja presencial, 36% pesquisarão os preços, primeiro, na internet.

A pesquisa foi feita nas principais vias comerciais da cidade e tem patrocínio da Crefaz, Supermercado do Bebê e PB Kids.

ACIM e parceiros oferecem programa gratuito para inovação

Mais difícil do que ter ideias inovadoras é tirá-las do papel. E já dizia o inventor de lâmpadas, Thomas Edson: “a genialidade é 1% inspiração e 99% transpiração”. Para auxiliar empreendedores a dar o primeiro passo e colocar a mão na massa, a Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM), em parceria com o Sebrae/PR, Sicoob e a Evoa Aceleradora, lança o programa ‘Inovus - Teste sua ideia’, com participação gratuita. As inscrições estão abertas até 16 de outubro, no site: rd.acim.com.br/inovus-teste-sua-ideia

Por meio de uma jornada cuidadosamente desenhada, os empreendedores serão conduzidos a avaliar e validar suas ideias para, posteriormente, construir o produto/serviço. O programa adota as metodologias de Ideação e Design Thinking desenhadas pela Evoa Aceleradora, que são as mesmas dos cursos de Startup School da Y Combinator - aceleradora de startups sediada no Vale do Silício -, da SaaStr University e Lean Startup.

Podem participar do programa os interessados em desenvolver uma ideia de negócio, independente do setor de atuação. Serão aceitos projetos de novos empreendedores, ou seja, pessoas que desenvolverão seu primeiro negócio, ou de empresas consolidadas que querem colocar um novo projeto em prática. Serão selecionadas até dez ideias, de acordo com os requisitos descritos no edital. Das dez vagas, três são exclusivamente destinadas aos associados da ACIM. O resultado será divulgado em 28 de outubro.

A jornada consiste num conjunto de quatro bootcamps de formação, que ocorrerão entre 3 e 30 de novembro. Durante esse período, os participantes terão um mês de imersão no ambiente do Inovus, bem como auxílio de toda a rede de mentores da ACIM e Evoa Aceleradora.

Caso haja desistência do programa, o participante/equipe deverá reembolsar as entidades envolvidas em R$ 10 mil. Serão considerados desistências a não participação dos encontros presenciais ou online e o não comprometimento em fazer as atividades propostas pelo time de facilitadores. Cada caso será avaliado individualmente. 

 

Cronograma do “Inovus - Teste sua ideia”

03/11 - 19h às 21h - Lançamento

04/11 - 19h às 22h - Bootcamp 1 - Com ter ideias

10/11 - 19h às 22h - Bootcamp 2 - Como validar ideias

17/11 - 19h às 22h - Bootcamp 3 - Construindo seu protótipo viável (MVP)

24/11 - 19h às 22h - Bootcamp 4 - Técnica de Pitch

30/11 - 19h às 22h - Apresentação dos resultados e encerramento

 

Benefícios

Além de participar do programa gratuitamente, os empreendedores terão os seguintes benefícios à disposição: 

I. US$ 10 mil em créditos promocionais da AWS válidos por até dois anos;

II. US$ 5 mil para acesso ao Business Support AWS, válidos por um ano;

III. US$ 80 em créditos para laboratórios de treinamento AWS FAQ sobre os benefícios I, II e III: https://aws.amazon.com/pt/activate/faq/;

IV. Participação em uma reunião de Failday e uma reunião de brainstorming coletivo promovidos pelo programa Clube EVOA;

V. Duas horas de mentoria individual (time de mentores da EVOA Aceleradora) para cada time de empreendedores até o final de 2020;

VI. R$ 30 mil em crédito do Sebraetec para prototipação da ideia (válido até 2021, conforme regras do programa);

VII. Duas horas de consultoria adicional com especialista do Sebrae/PR (válido até 10/12);

VIII. Acesso à comunidade digital do Sebrae/PR com 100 horas de conteúdo sobre Empreendedorismo e Inovação;

IX. Acesso ao portal do Sebrae/PR, com 40 horas de cursos online disponíveis;

X. 50% de desconto nos cursos ofertados pela Escola de Negócios ACIM, exceto cursos de parceiros (válido até junho/2021);

XI. Participação em uma reunião dos Conselhos da ACIM;

XII. Acesso às palestras e cursos oferecidos exclusivamente aos associados ACIM (válido até junho/2021);

XIII. Duas horas de utilização adicional do espaço Inovus e/ou salas adjacentes para desenvolver a ideia (válido até junho/2021).

A cartilha do bom atendimento

Estar informado, ter paciência, entender a necessidade do consumidor e investir em pós-venda… eis a receita de ser um bom vendedor, mas, na prática, nem sempre é fácil

 

 

São mais de 30 anos trabalhando com vendas e uma trajetória que serve de exemplo: Luíza Viero é vendedora da Pipiuí Moda Infantil há 19 anos e raramente não alcança a meta. “Na verdade, além da meta da empresa, estabeleço meu objetivo mensal, sempre acima do que a empresa espera, e é muito difícil que eu não alcance”, diz.

Com alegria e disposição, ela conquista clientes fiéis, gente que chega à loja e faz questão se ser atendido por ela. “Chamamos isso de preferência, ou seja, com aquele cliente, eu estabeleci uma relação de confiança, e isso gera a fidelidade”, revela.

Luíza admite que mesmo com a experiência de anos e cursos, nem todas as vendas são fáceis, em algumas é preciso ‘decifrar’ o que o cliente deseja, mesmo sem que ele saiba explicar. “O segredo é ter paciência e ouvir o que o cliente tem a dizer, e aí, conhecendo bem os produtos, o vendedor é capaz de conduzir a venda de forma que a necessidade do consumidor seja plenamente atendida”, aconselha.

Segundo ela, um bom profissional é aquele que consegue vender desde uma roupa a um carro, mas para isso é fundamental conhecer o produto. Outra estratégia a que Luíza atribui seus bons resultados é o pós-venda. “Sem dúvida, é muito importante. É uma forma do cliente se sentir lembrado e valorizado”, diz. No dia a dia ela mantém contato com a clientela por meio de ligações e mensagens e, desde que começou a pandemia, a loja passou a fazer vendas online e entregas a domicílio.


Produtos e atendimento premium

No mercado desde 1996, a Revest Acabamentos inaugurou há um ano a Revest RED, um espaço exclusivo com produtos e marcas de alto padrão. “Aqui os clientes encontram os lançamentos do segmento de luxo em louças, metais, porcelanatos, pedras naturais, revestimentos cimentícios, pisos vinílicos, spas e banheiras de imersão”, afirma o gerente de vendas, Paulo Pazini.

Na loja, além dos produtos, o atendimento é premium. Dos sete colaboradores, quatro são consultores de venda especializados em acabamento e, segundo Pazini, estão aptos a apresentar todas as características técnicas e explicar como cada uma se reverte em beneficio para o cliente. “Trata-se de um atendimento especializado que demonstra credibilidade e gera confiança na compra”, diz.

Para manter o time de vendas alinhado e atualizado, a loja oferece treinamentos e formações constantes em parceria com os fornecedores, e depois de uma retração nas vendas no início da pandemia, agora o fluxo têm registrado aumento crescente.

Pazini lembra ainda que uma boa exposição dos produtos é fundamental para encantar os clientes e despertar o desejo. “Contamos com showrooms aconchegantes que servem de inspiração para projetos”, afirma. Outra forma de conquistar e fidelizar o cliente, no caso de acabamentos para construção, é ter estoque disponível, para isso, a empresa investe em compras expressivas.

 

Atender é vender

Seja em lojas físicas ou virtuais, em tempos de pandemia ou não, o atendimento é a porta de todo negócio e a peça-chave para vender e fidelizar. O cenário de pandemia, porém, muniu o consumidor de informação e ampliou seus horizontes sobre as formas de compra, segundo o professor e palestrante Nailor Marques Junior. Não é que o consumidor ficou mais exigente, é que ele sabe mais. Na pandemia, o consumidor passou a comprar de modo presencial e virtual. Como ficou mais tempo na rede, começou a perceber que existem diferentes modos de ser atendido. No geral, não acredito que muita coisa tenha mudado no atendimento, porque a boa educação é uma roupa que veste em qualquer lugar”, reforça.

De acordo com ele, a neurociência mostra que o consumidor busca viver uma experiência de compra positiva. “A primeira impressão que uma pessoa forma leva 11 segundos, ou seja, é muito rápido. E o que se pode fazer nesse tempo? Olhar nos olhos de alguém, o que transmite segurança, e sorrir, o que quer dizer que você está aberto para qualquer conversa. No atendimento virtual, é importante falar dos benefícios, porque o consumidor não consegue entender o produto, mas entende o benefício que aquilo traz”, explica.

No atendimento presencial, o primeiro passo é demonstrar interesse. “O simples fato de demonstrar interesse por alguém já melhora demais a relação”, destaca o professor. Já no ambiente virtual, é importante evitar caminhos longos. “Aquele atendimento de aperte um, dois, cinco e você nunca chega aonde quer, pode irritar o consumidor. Há uma tendência das empresas colocarem as ditas inteligências artificiais com algum nome amigável, imitando a voz humana. Se essa máquina não leva o consumidor para onde ele quer rapidamente, quando chegar ao destino, estará irritado”, detalha. Além disso, o ambiente virtual exige equilíbrio: é importante ter um atendimento próximo sem, contudo, bombardear com mensagens.

E afugentar o consumidor é mais comum do que se pensa. “Basta mostrar má vontade, pouco-caso, dizer 'espera um minutinho' e não voltar nunca mais. Ou então, ninguém se oferecer para atender por achar que aquela pessoa não pode comprar o produto que está sendo colocado ali. Além disso, se o consumidor é mal atendido, ele não só deixa de comprar, como vai às redes sociais da empresa falar da experiência negativa que teve”, frisa.

Por outro lado, o bom atendimento cria oportunidade de venda. “Existem situações em que a pessoa não entrou na loja para comprar, mas gostou tanto da forma como foi atendida, que compra”, acrescenta o professor.

Caso a empresa não ofereça o produto que o consumidor busca, há alternativas, entre elas, pedir o telefone e entrar em contato quando o produto chegar, oferecer similar ou indicar o estabelecimento que oferece aquele produto. “Isso é bastante educado e demonstra maturidade de quem está fazendo o atendimento”, reforça o professor.

E engana-se quem pensa que o processo de venda termina no momento em que o consumidor leva o produto para casa. O pós-venda está incluído no pacote de bom atendimento, e é justamente ele que fideliza clientes. “Uma pessoa só é cliente depois que fez o segundo negócio com você. Antes, não se pode chamá-la de cliente. E como ela fará o segundo negócio? Sendo bem atendida e bem tratada no primeiro”, enfatiza o professor. “Se o vendedor confia no produto e serviço que oferece, tem que ligar e perguntar se o consumidor ficou satisfeito. Se ele disser que há um problema, leve a sério e tome como problema. Não tome essa pessoa como chata. É melhor que ela fale para você do que para os outros ou nas redes sociais”, finaliza.

 

A ocasião faz o… evento

Empresas se reinventam e realizam colação de grau, desfiles e convenção pela internet; se falta público presencial, sobram estratégias e criatividade

 

 

Anualmente a Gela Boca realiza a convenção de franqueados apresentando os lançamentos da estação. É uma ocasião em que os franqueados se reúnem, avaliam os novos produtos e fazem network. Mas diante da recomendação do distanciamento social e muita gente evitando viajar, como proceder? Foi preciso reestruturar a ação.

“Tínhamos medo do online, de como seria, principalmente porque em nossas convenções apresentamos os produtos do verão. Fazemos o lançamento, os franqueados avaliam e aprovam. E como oferecer essa experiência de experimentar, se cada um estaria em sua casa e o nosso produto é congelado? No primeiro momento, achamos que era inviável”, revela o diretor de franquias da indústria de sorvetes, Thiago Luiz Ramalho.

A equipe se debruçou em pesquisas e em assistir a eventos, lives e convenções, para decidir o que queria ou não. E diante dos desafios, sobraram boas soluções: a empresa criou uma estrutura diferenciada numa produtora de vídeo, para garantir a transmissão e a qualidade da tradicional convenção, proporcionando uma experiência positiva aos franqueados.

No momento mais aguardado, a apresentação das novidades, veio outra solução. “Utilizamos uma caixa com cadeado para acoplar os produtos e enviamos para as lojas, por meio de nossos caminhões, com outros estoques. No dia do evento, quando chegou a hora do lançamento, fizemos um vídeo apresentando os produtos, falamos sobre a tendência da temporada e, no momento do brinde, cada um estourou uma champanhe em casa. Depois demos a senha do cadeado para que os franqueados pudessem abrir e experimentar. Cada produto também tinha um QR Code que direcionava a um vídeo explicativo e um link para avaliação. Depois disso, mandamos um volume maior de produtos para que as equipes pudessem experimentar com calma. Foi sensacional. Os franqueados disseram que não esperavam a convenção desse porte e que o evento os surpreendeu”, conta Ramalho.

 

Plataforma de vendas

A Di Lucky enfrentou situação semelhante, porque fazer o desfile, que é um dos principais eventos do ano, de forma presencial não seria possível. “Tivemos bastante insegurança, mas não tínhamos alternativas, precisávamos mostrar nosso produto, a coleção estava pronta”, afirma o diretor, Paulo Henrique Petri Crestan.

Segundo ele, a saída foi, então, tirar um projeto do papel e reinventá-lo, adaptando-o para realizar um desfile de lançamento totalmente online, com plataforma de vendas embutida. “Tínhamos o projeto de loja virtual, focada no atacado, para atender revendedores. Montamos uma equipe de crise, aceleramos o desenvolvimento dessa plataforma, conseguimos fazer os testes e aprová-la. Foi quando pensamos que seria o momento de inaugurá-la, e por que não fazer isso ao vivo? No desfile, fizemos o lançamento com instrução de como realizar as compras. Decidimos, então, fazer nosso primeiro showroom online”, detalha Crestan.

Estrutura e tecnologia também foram os diferenciais no desfile da Di Lucky. Além do evento ocorrer ao vivo, a plataforma criada pela empresa permitiu que os lojistas pudessem adquirir as peças, tudo remotamente. “Nossa plataforma é totalmente voltada para o revendedor. Tem um formato intuitivo para facilitar a compra. As vendedoras têm total acesso, desde a abertura do cadastro e aprovação ao acompanhamento da venda durante o processo e o fechamento do pedido. Toda assistência que pode ter presencial, a plataforma permite fazer online”, explica o diretor.

De acordo com ele, houve resistência à novidade no dia do lançamento, por falta de hábito. Porém, o trabalho da equipe nos bastidores foi essencial para que os clientes pudessem entender como proceder e fechar os pedidos. “Hoje a plataforma está em plena utilização e nos dando ótimos resultados. Foi uma experiência importante. São tempos difíceis, mas mostram que sempre podemos nos reinventar, o importante é não desistir”, avalia Crestan.

 

Emoção garantida

Anos de estudo, dedicação e a comemoração no final do curso junto aos familiares. Tudo isso foi possível, mas de forma virtual. E, pela primeira vez, o Centro Universitário Cidade Verde (UniFCV) realizou as colações de grau totalmente online.

De acordo com o reitor José Carlos Barbieri, apesar da experiência do centro universitário em realizar lives e aulas inaugurais pela internet, estruturar uma colação e transmiti-la online foi um desafio diferente.

“Isso exigiu de todo o nosso time interno uma mudança de paradigmas, pois precisávamos seguir os protocolos sanitários e ao mesmo tempo atender os alunos que precisavam do diploma para serem promovidos, mudar de cidade e até manter o emprego. Além disso, precisávamos nos reinventar, já que teríamos de adaptar todo o cerimonial da solenidade de colação de grau, que é rígido e obedece ao protocolo do Palácio do Planalto. Foram investimentos em pessoal, equipamentos e tecnologia”, ressalta.

Para Barbieri, a UniFCV também conseguiu entregar o necessário e, apesar da distância física, tornou momento único. “Preparamos surpresas para que pudéssemos humanizar e aproximar o evento. Contratamos cantores, gravamos vídeos com depoimentos de gestores de polos, de alunos e dos coordenadores dos cursos. Esses depoimentos foram uma grande surpresa para todos que assistiram à colação. Além disso, concedemos bolsas de estudos de 100% para os alunos laureados - que obtiveram durante o curso dois terços de suas notas acima de nove”, destaca o reitor da instituição.

“Aprendemos que podemos nos reinventar e nos adequarmos a esse ‘novo normal’. Podemos, mesmo de maneira online, realizar nossos eventos e surpreender colaboradores, professores e, principalmente, os alunos dos cursos de graduação e de pós-graduação”, considera o reitor da UniFCV.

 

O online veio para ficar

Crestan, da Di Lucky, indica a experiência como destaque. “Sair da zona de conforto permitiu ver novas possibilidades, com certeza! Acho que ainda não temos o hábito, mas a era digital está aí, temos que ir testando e aprimorando”, diz.

A mudança de olhares também impactou a maneira de conduzir os eventos da Gela Boca. Depois da experiência de realizar uma convenção a distância, o diretor das franquias avalia incluir definitivamente os eventos online na programação anual.

“Os franqueados têm uma associação, e passamos a fazer todas as reuniões com eles online. O workshop anual também passou a ser virtual. Já a convenção vai acontecer online em um ano e presencial em outro. O online, no nosso caso, veio para ficar”.

 

Sim para a simplificação, não para o aumento da tributação

Propostas de Reforma Tributária agradam pela unificação e desanimam pela não redução do valor de impostos; setores como a educação poderão ter que pagar mais ao fisco


 

O sistema tributário do Brasil precisa ser reformado por dois problemas centrais: aqui, pratica-se uma das cargas tributárias mais altas na comparação com outros países, passando dos 32% do Produto Interno Bruto (PIB), por meio de um dos mecanismos mais complexos e onerosos do mundo. Segundo dados do Banco Mundial divulgados pelo relatório Doing Business 2020, os empresários brasileiros gastam 62,5 dias por ano apenas para pagar impostos, número que cai para menos de dez dias por ano em países desenvolvidos.

Com o objetivo de simplificar a tributação, atacando apenas um dos principais problemas, a Reforma Tributária brasileira caminha para se tornar realidade e tem propostas na Câmara e no Senado. A PEC 45/2019 pretende reunir em um único imposto PIS, Cofins, IPI, ICMS (estadual) e ISS (municipal), mas reduz a autonomia dos entes da federação ao definir alíquotas e ao gerir os recursos. A PEC 110/2019 visa unificar, além desses tributos, IOF, CSLL, Pasep, Salário Educação e Cide-Combustíveis, com foco na proteção das empresas e consumo.

Já a PEC 3887/2020, elaborada pelo Ministério da Economia e recentemente enviada ao Congresso, deixa de fora os impostos estaduais e municipais. Pela proposta, que prevê a implantação em fases, apenas o PIS e a Cofins serão unificados com a criação da CBS (Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços). O governo também propõe extinguir o regime cumulativo, permitindo aos setores utilizar créditos para abater de comercializações anteriores.

Se a simplificação é necessária, ainda é preciso equilibrar as alíquotas que passarão a ser cobradas, tema que tem deixado apreensivos empresários e entidades de diversos setores econômicos. O presidente da Comissão de Direito Tributário da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Maringá, Weslen Vieira, explica que a PEC do governo estabelece alíquota única de 12%. Já para analistas do Centro de Cidadania Fiscal, a alíquota unificada do PIS e da Cofins deveria ser de no máximo 9% para manter a carga tributária atual.

O advogado destaca ainda que há dúvidas em relação a um novo imposto sobre transação financeira que poderá chegar em um segundo momento. “Seria uma CPMF dos anos 1990 que pode ser ressuscitada com nova roupagem”, diz. Ele acredita, no entanto, que mesmo com esse novo imposto não deve haver aumento global da carga. “O fisco atingirá alguns setores que hoje estão de fora, como o comércio eletrônico, entre outros da nova economia.”

Aos empresários e entidades setoriais, Vieira aconselha propor ajustes, já que as mudanças vão gerar impacto direto nos negócios. “Não sabemos o que sairá, pois há um rito a ser seguido, desde o relatório da Comissão Mista à aprovação nessa comissão, para depois ir a plenário no Senado e na Câmara. Na prática, teremos a tramitação pelas duas Casas de Lei para depois seguir para a sanção presidencial. Ainda haverá mudanças”, explica.

Educação

Entre os setores que devem ser atingidos com aumento de carga dependendo das alíquotas estão os de serviços, saúde, agronegócio e educação. De acordo com o consultor jurídico da Associação Brasileira de Mantenedores de Ensino Superior (ABMES), José Roberto Covac, o setor encarou com surpresa a proposta do governo. “Hoje o setor paga 3,65% [PIS/Confins], o que saltaria para 12%. É uma diferença alta. Ainda que tenha algum abatimento, seria possível reduzir essa carga para apenas para 10%, o que ainda é muito”, diz.

Com uma elevação de carga, o setor projeta uma série de impactos negativos para o ensino brasileiro ao atingir a educação particular, que abrange 15,5 milhões alunos. Segundo Covac, as mensalidades podem sofrer aumento de 10,5%, impactando diretamente 10 milhões de alunos. “O aumento da tributação gera implicações para os alunos e pais. Há um equívoco quando se diz que só a elite da sociedade seria atingida. Temos indicações de que quase 90% dos estudantes são das classes C, D e E”, explica.

O advogado ressalta que programas de bolsas de estudo podem ser prejudicados, bem como metas do Plano Nacional de Educação (PNE). “Haveria uma redução drástica nas bolsas, aumento da evasão, migração para o setor público, exigindo a criação de vagas. Aí, sim, o ensino seria elitizado. Também não seria possível cumprir a meta do PNE de crescimento do setor.”

O pedido é para que, no mínimo, a carga não seja elevada para além da que é paga atualmente. “A proposta é que o setor não venha arcar com mais do que arca hoje, que programas de bolsas não sejam prejudicados e que as isenções sejam mantidas, senão a reforma não tem sentido”, frisa.

Debate

A discussão tributária na pandemia tem gerado críticas. O presidente do Instituto de Direito Tributário de Maringá (IDTM), Jaime Pego Siqueira, destaca que nenhuma das propostas prevê a redução de tributos, portanto, o debate deixa de fazer sentido neste momento.

“A hora não é agora, no meio da pandemia, com as pessoas preocupadas em salvar seus negócios. Faria sentido se fosse para desafogar os negócios. É preciso uma discussão maior, acompanhada de uma conscientização dos contribuintes”, avalia. Para ele, o assunto deveria ser "amplamente discutido com a sociedade civil, seja por meio de associações comerciais, federações, enfim, com entes que representam os contribuintes."

Siqueira comenta que a reforma do sistema tributário trará simplificação e, com isso, as contestações jurídicas podem diminuir. No entanto, ele reforça que não haverá redução de carga tributária e recomenda aos empresários se aproximar das bancadas para apresentar reivindicações.

Na visão dele, uma Reforma Administrativa é urgente, a fim de enxugar a máquina pública. “O governo não tem como reduzir receita. Com a reforma do setor administrativo, seria possível reduzir as despesas e gradativamente, a carga tributária. Além disso, é preciso atender o contribuinte de forma mais igualitária.”


 

Empreendedorismo que gera renda para donos de casa

Avesso aos sistemas tradicionais de ensino, o publicitário Nelson Andreatta cresceu com a ideia de que precisava criar um ambiente para dar vazão ao seu potencial criativo. Inspirado pela mãe, Maria Luiza Fernandes, ele deu os primeiros passos rumo ao empreendedorismo ainda criança. Tinha 11 anos quando começou a organizar festas no condomínio de um amigo. O menino cresceu, foi para a faculdade, formou-se em Publicidade e Propaganda, abriu uma agência e há três anos está à frente da Eats For You, startup que conecta donas de casa que gostam de cozinhar e os apaixonados por comida caseira. O que não mudou foi a visão de Andreatta sobre o potencial do empreendedorismo para transformar vidas. É a lição que aprendeu com a mãe empreendedora que o move e o inspira até hoje. Não à toa, a Eats For You foi idealizada para promover a inclusão produtiva e a geração de renda formal para pequenos produtores. “Queremos fomentar o pensamento empreendedor, impactando diretamente a condição de vida dessas famílias”, comenta o CEO da empresa que já comercializou mais de 130 mil refeições e captou mais de R$ 3 milhões em dois anos de operação. Em conversa com a Revista ACIM, ele conta a trajetória empreendedora, os desafios à frente da Eats For You e dá dicas para quem sonha com o negócio próprio:   Quando surgiu a ideia de abrir a Eats For You? A Eats For You nasceu de uma necessidade particular. Há algum tempo não tinha prazer em almoçar, apenas me alimentava em meio à correria do meio do dia. Ia ao restaurante, me servia e pronto. Um dia, na hora do almoço, meu sócio perguntou: ‘onde vamos almoçar hoje?’ Na hora me veio aquele desânimo de ter que comer comidas feitas em escala. Eu queria uma comida feita no fogão de casa, com tempero caseiro, alho, cebola, comida da minha mãe. Desse insight, no final de 2016, percebemos o quão grande esse projeto poderia ser, pois além de melhorar a experiência e a alimentação, poderíamos gerar renda formal para milhares de pessoas que estavam e estão fora do mercado de trabalho. Pessoas que amam cozinhar poderiam começar a empreender sem grandes riscos, com baixo investimento e ótima margem de lucro, a partir de suas casas.   A Eats For You foi idealizada em Cuiabá, mas virou realidade em São Paulo. Os grandes centros oferecem mais oportunidades para quem quer inovar e empreender? Não necessariamente. A decisão de lançar em São Paulo veio de uma parceria que fizemos ainda na fase de estruturação da ideia. Até então o foco era ficar em Cuiabá. Antes da pandemia eu diria que um grande centro teria mais possibilidades, principalmente de network. Agora tudo está ainda mais conectado do que antes. Se usar os canais corretos, souber se posicionar e usar bem os recursos, é possível empreender até de uma ilha deserta, obviamente desde que tenha internet. Como funciona a Eats For You? Basicamente a Eats for You é um aplicativo que conecta donas e donos de casa a pessoas que buscam refeições caseiras. Hoje atuamos nas principais regiões de São Paulo, Barueri e Mauá. Também estamos presentes no Paraná, em Curitiba e São José dos Pinhais, e em Minas Gerais, em Belo Horizonte. São mais de 40 mil pessoas conectadas, tanto na base de produção quanto consumidores. E ambos podem se cadastrar, desde que estejam nas regiões que atuamos. O serviço deve ser estendido a outras cidades em breve? A pandemia fez com que todos os negócios revisitassem seus planos no curto, médio e logo prazo. Conosco não foi diferente. Tudo está sendo analisado com muita frieza, mas nossos planos de expansão estão estruturados e logo devem se iniciar. Além de exigir essa revisão do planejamento, a pandemia impactou de outra forma o negócio? Nosso modelo de negócio foi criado para atender quem trabalha fora de casa, e de um dia para o outro todas as pessoas foram trabalhar em casa. Tivemos que nos reinventar rapidamente para manter a engrenagem girando em um momento crítico e também entender como o negócio se adaptaria ao mundo pós-pandemia. Em um ano e meio no mercado a Eats For You conseguiu captar seu primeiro R$ 1 milhão junto a investidores-anjo. Essa era a meta ou o resultado surpreendeu? Já foram captados mais de R$ 3 milhões nestes dois anos de operação. Atrair a atenção de fundos, como Bossa Nova Investimentos e Banco BMG UpTech, GVAngels e FEA Angels, além de importantes investidores independentes com grande know-how, foi sim muito gratificante.   É fácil inovar no Brasil? É um grande risco como em qualquer outro lugar do mundo. Entretanto, ao analisarmos o Brasil, um país com proporções continentais, multicultural, com regiões tão diversas e infelizmente uma desigualdade social absurda, é impossível para um empreendedor não se sentir desafiado. Até porque empreendedores de verdade procuram problemas para resolver com o máximo de eficácia e dessa forma construir grandes negócios. Assim mudamos nossas vidas e o mundo.   Por que escolheu o caminho do empreendedorismo? Tive grande influência da minha mãe, uma empreendedora nata. Ela nos criou com uma pequena empresa, que se manteve no mercado por quase 40 anos como referência na nossa cidade até se aposentar. Por causa dessa decisão de empreender, ela mudou sua vida e, consequentemente, a nossa. Isso me fascina no empreendedorismo. Além disso, nunca me adequei ao sistema, principalmente a escola. O sistema tradicional de ensino tenta te colocar em uma caixa, me sentia como um peixe sendo avaliado pela minha capacidade de subir em árvores, como dizia Albert Einstein. Logo cedo essa frustração me mostrou que se quisesse dar vazão ao meu potencial, precisaria criar um ambiente com minhas próprias regras e foi aí que decidi empreender e criar meus próprios negócios.   O empreendedorismo tem sido a saída de muita gente para garantir renda durante a pandemia e deve ser a aposta de tantos outros. Quais as dicas para quem pensa em empreender? Olhe para dentro de você, identifique o que te move e o que quer entregar para as pessoas. Depois analise o mercado que melhor absorve sua motivação, monte um plano de negócio e execute. Teste, erre rápido, ajuste e não desista.   Para quem pensa no segmento de startup, qual o caminho para ser bem-sucedido? É a mesma lógica, porém o mercado deve ser grande, porque o que caracteriza uma startup é o potencial de escala do negócio. E para o empreendedor, queira muito, porque os desafios serão proporcionais ao tamanho do business. Nada mais é estático, o consumidor muda a cada dia, novas necessidades, novos canais de comunicação, novos canais de compra, nada mais será igual antigamente por dez anos ou mais.  

Patrimônio protegido e sucessão planejada

Holdings familiares são opção para quem tem um ou mais bens; solução pode gerar economia e evitar desgastes por herança, mas requer análise de viabilidade     Com uma empresa em sociedade no ramo de importação, em 2010 Sergio Luiz Baccarin decidiu separar os bens da empresa dos pessoais. Ele optou por constituir uma holding familiar, com o objetivo de organizar a administração do patrimônio e dividir equitativamente as partes para os quatro filhos. O negócio também passou a gerar renda para a família. Compra e venda, arrendamentos e aluguéis dos bens passaram a ser administrados por meio da holding. “Estou à frente do negócio fazendo dos bens da empresa um gerador de receita para a família. E a empresa faz a distribuição de lucros igualitariamente entre os sócios”, conta Baccarin. Na administração, Baccarin tem a companhia da filha. Ele explica que nenhum dos dois é beneficiado por isso. “Esse serviço que prestamos é remunerado como no caso de qualquer funcionário que trabalha em uma empresa”, explica. Para o patriarca, algumas vantagens de incorporar o capital em uma holding são a economia não só na gestão dos bens, já que os tributos incidem sobre a empresa, como evitar trâmites como doações, inventários, altos impostos sobre bens e custas advocatícias. “É comum haver discórdias em heranças, que às vezes duram a vida toda. Queríamos evitar esse tipo de conflito. A holding é eficaz, ajudando a proteger o patrimônio e as relações pessoais. Eu diria que o que pode sair caro é não fazer uma holding”, avalia.   Viabilidade No lugar dos testamentos, existem possibilidades como doação em vida, previdência privada, seguros e holdings familiares. Distante da ideia de que são apenas para grandes patrimônios, as holdings são empresas criadas para gerir os bens de uma família e podem ser constituídas por qualquer pessoa que tenha um ou mais imóveis. Mas antes recomenda-se uma análise de viabilidade. De acordo com Maria Carolina Baccarin Barbosa, da Prospera Participações, alguns pontos indicam a possibilidade de redução no pagamento de impostos e benefícios que possam compensar os gastos com uma holding. Ela cita a carga tributária dos imóveis, custos de possível inventário, imóveis de interesse para inclusão, defasagem no valor de bens que poderiam ser inventariados, avaliação de documentação dos bens e do perfil comportamental dos herdeiros. “Os bens passam da pessoa física para a jurídica, com isenção de ITBI (Impostos de Transmissão de Bens Imóveis), mediante acordo entre os filhos e cláusulas para proteção. Definem-se o administrador, plano para a sucessão e divisão de resultados, caso a empresa gere receita. É preciso desmistificar a ideia que ter uma holding é para grandes patrimônios”, diz. Entre os benefícios, Maria Carolina destaca que as holdings têm efeito de proteção patrimonial, tornam eficaz a administração dos bens, proporcionam planejamento, organização e economia na gestão dos bens, além do plano sucessório que evita conflitos e processos demorados e complexos como inventários. Além disso, existem benefícios para movimentação de patrimônio, como no caso de aluguéis ou arrendamentos. Por exemplo: no CPF os rendimentos são tributados em 27,5%; já na holding, com base no lucro presumido a alíquota é de 12% a 14%. “Para quem tem filhos, a constituição de uma holding já é vantajosa pensando na partilha de bens e sucessão, porque define as participações e o papel de cada um. Na maior parte dos casos também há economia com tributos, variando conforme cada caso”, acrescenta Maria Carolina.   Critérios A criação de uma holding, instrumento legal que além de familiar pode ser rural ou empresarial, conta com algumas etapas além do estudo de viabilidade. No caso de holding familiar, a advogada Jacqueline Cenerini Jacomini explica que o contrato social estabelece acordo entre os sócios, com a distribuição das partes de cada herdeiro, geralmente em fatias iguais, com presença de advogado e contator. Entre os critérios estão regras para compra e venda de bens, sendo que por três anos depois da constituição da holding os imóveis não podem ser vendidos, podendo esse período ser maior conforme o contrato social. Também são estabelecidos a ordem de sucessão de acordo com o perfil dos familiares, a proibição de venda de imóveis para fins individuais e o critério de saída de familiares da holding, bem como o valor das cotas. “Uma série de restrições ajuda a garantir a perpetuação do patrimônio e facilita a gestão. O processo é simples”, diz Jacqueline. Ela acrescenta que as holdings familiares entram em operação em cerca de 90 dias, dependendo do tamanho do patrimônio. Como é uma empresa, a holding precisará de um contador para fazer o acompanhamento mensal. Na avaliação de Jacqueline, os custos, principalmente os iniciais, que são maiores, podem ser compensados se considerados transtornos futuros. “Para famílias que têm poucos bens é válido pensar na criação de uma holding, já que na necessidade de um inventário uma parte importante do valor do patrimônio pode ser consumida em impostos”. A advogada ressalta que a holding pode ser dissolvida a qualquer momento, caso a família não consiga se adaptar ao modelo.   Para fugir do arrocho fiscal Holding é a empresa aberta para controlar e administrar bens e, portanto, pode também ter investimentos em outras empresas coligadas. Assim, uma holding pode ser estabelecida em jurisdições offshores, países com tributação favorecida. Pode, inclusive, ser criada para recebimento de comissões e corretagens sobre intermediações de transações de âmbito internacional e, permanecendo como intermediária, auferir resultados. As offshores são um instrumento de gestão à disposição de qualquer empresa e funcionam para investidores que possuem perfis mais agressivos. O principal atrativo é uma carga tributária menor, já que alguns tributos são mais baixos ou inexistentes. Mas principalmente as pequenas e médias devem considerar desvantagens como o custo para estruturar e manter um negócio do tipo. “Abrir uma offshore não é difícil e os custos de abertura, manutenção ou encerramento não são altos dependendo do tipo e tamanho da companhia. Mas quanto maior o patrimônio e investimento, mais vai compensar. Tem que se estabelecer os objetivos de acordo com o regulamento do ramo de atividade, com o tipo de investimento, para daí escolher em que país a empresa será aberta”, explica Jacqueline. Segundo a advogada, é preciso se sujeitar ao regime de leis do país onde se deseja fazer transações financeiras. Para isso, entre os requisitos estão atender ao valor mínimo de capital exigido e limite de responsabilidade dos sócios, contratar um advogado especialista em direito internacional, além de consultor financeiro. São esses profissionais que vão ajudar a analisar a liberdade cambial, sigilo, legislação tributária e bancária e viabilidade. “Geralmente essas empresas são criadas por pessoas jurídicas, sociedades anônimas, empresas com capital aberto, comumente exportadoras”, diz. “Mas é importante desassociar a ideia de que as offshores são ilegais. O instrumento é válido e pode ser bastante vantajoso para as empresas”, completa.

Sem tempo para a crise

Em vez de frear investimentos, há empresários que desengavetaram projetos e até anteciparam expansão; para economista, há expectativa de queda sequencial da taxa de desemprego     Enquanto para alguns a crise gerada pela pandemia da Covid-19 traz incertezas e barra novos investimentos, para outros, traz oportunidades. O empresário André Contardi e o sócio Bruno Rocha Molina Fernandes estão no segundo grupo. Os dois acabaram de inaugurar a terceira unidade do Empório & Cia, que está no mercado desde 2012 e em dezembro ganhou a primeira filial. A decisão de expandir em meio à pandemia foi motivada por uma oportunidade. “Pensávamos em abrir mais uma loja, mas não havia planejamento para isso no momento. Só que aí um conhecido estava desocupando um imóvel em um ponto estratégico e surgiu a possibilidade de comprarmos. A proposta estava dentro do orçamento e decidimos investir”, conta Contardi. Também pesou na decisão dos sócios o faturamento da empresa nos últimos meses, em especial em julho e agosto. Na contramão do mercado, as vendas retomaram a curva de crescimento após queda brusca em março e tiveram desempenho acima da média. “O ramo de produtos naturais vem numa crescente expansão há algum tempo. Isso porque as pessoas estão mais preocupadas com a alimentação saudável”, explica o empresário.   Aumento de preços No Empório & Cia a clientela encontra mais de 200 produtos, sendo que os campeões de venda são os chás a granel, as castanhas e itens para quem tem intolerância à lactose. Muitos desses produtos são importados e sofreram reajuste por causa da alta do dólar. O aumento dos preços foi talvez o impacto mais significativo da pandemia no negócio, já que o setor de alimentação teve menos restrições de funcionamento. “Trabalhamos apenas um mês como horário diferenciado”. Outra peculiaridade que chama a atenção é a aposta na venda física, em vez da online. Isso diante de um crescimento de quase 300% no volume de pedidos e faturamento advindo dos aplicativos Ifood e WhatsApp. “Houve crescimento significativo nas vendas pela internet. Tanto que começamos a estruturar nosso e-commerce. Mas acreditamos que a nova loja física trará um importante retorno. Muitos vão à loja em busca de informações, querem tirar dúvidas, saber a finalidade dos produtos”. O novo endereço fica na avenida Herval, e nem a proximidade da concorrência preocupa os sócios. “Estamos vivendo um ano atípico. Tudo está instável, mas estamos confiantes que assim como as outras duas lojas, a nova terá sucesso”, conclui.   Na contramão da crise Na avenida Herval também fica a recém-inaugurada Nobello Modulados. Empresa do grupo Móveis Fragoso, que tem sede em Cianorte e está há 14 anos no mercado, a loja de Maringá é especializada em móveis planejados por módulos – os populares modulados. “Existem no mercado empresas que trabalham com modulados como item agregado, como é o caso das outras sete lojas do grupo Fragoso. O diferencial da Nobello é estar 100% focada em móveis planejados por módulos para cozinhas e quartos. Ela surge como pioneira do segmento”, explica o proprietário Eliezer Fragoso. A Nobello começou a ser idealizada em novembro de 2019, e nem a pandemia fez o grupo desistir do projeto. Pelo contrário, segundo o empresário, em vez de adiar a abertura da loja, cogitou-se antecipá-la diante do bom momento vivido pelo grupo. “O movimento caiu um pouco no início da pandemia em Cianorte. Mas aí reinventamos a nossa forma de atendimento e logo depois estávamos batendo recordes de vendas. Por isso, pensamos em adiantar a abertura, mas não foi possível por causa das obras de reforma no imóvel”, conta Fragoso. Sobre a escolha de Maringá, o empresário explica que a cidade atendeu aos dois critérios elencados pelo grupo: um centro maior e próximo a Cianorte e com a construção civil aquecida. E para conquistar a clientela, a Nobello aposta numa loja conceitual e setorizada, com showrooms que reproduzem ambientes domésticos reais. “O cliente tem a sensação de estar dentro de uma cozinha ou quarto de verdade”. Para fazer os atendimentos individuais, de negociação de orçamentos e projetos, cada vendedor tem espaço próprio para garantir privacidade. Além de confortavelmente acomodados em sofás, os clientes desfrutam de mimos como chope, refrigerante e sucos.   30 empregos O atendimento diferenciado, no entanto, não se limita ao momento da venda. A atenção no pós-venda segue o mesmo rigoroso controle de qualidade. “Hoje a gente vê muita reclamação de atendimento e na qualidade da prestação de serviço. Nossa intenção é bater forte nesses pontos e impactar positivamente o cliente na loja, na entrega do produto e no pós-venda”, assegura o empresário. Entre contratações feitas e previstas, a nova loja contará com um quadro de até 30 colaboradores. Outro diferencial está no preço. Os móveis, de acordo o empresário, encaixam-se nos mais diversos padrões e bolsos. Essa é uma das vantagens dos modulados que podem ser adaptados à necessidade do cliente ou feitos de forma parcelada, assim como o pagamento. “Podemos fazer uma cozinha compacta ou padrão luxo. É como se fosse um móvel planejado, o que muda é a forma de montagem e o fato de ser fabricado em uma indústria, não em marcenaria. E isso nos dá rapidez e vantagem no valor que fica entre 30% e 40% mais em conta do que da marcenaria”. O empresário não esconde a confiança. “Para ser sincero, a pandemia até agora mais nos ajudou do que atrapalhou, porque conseguimos negociar o imóvel e preços melhores para a contratação do serviço para reforma. Agora é confiar no potencial de venda”.   Expansão em três frentes A crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus derrubou o faturamento da EcoAlternativa Assessoria Ambiental, mas não afetou o otimismo do biólogo Wagner Severiano em relação ao futuro do setor ambiental e sua capacidade de adaptação. Prova disso é que a empresa está em fase de implantação de três projetos. “Acredito muito que criar e inovar devam fazer parte do cotidiano de qualquer negócio, principalmente em tempos de crise. Tem aquele velho ditado que diz: ‘em tempos de crise, tire a letra ‘S’ e crie’. Foi exatamente o que fiz, aproveitei o momento para investir em negócios completares”, conta Severiano, CEO da empresa. Parte do investimento está voltado para a formatação do modelo de franquia. “Seremos a primeira franquia de consultoria ambiental do Brasil focada em gestão de resíduos”, comemora o CEO. Segundo ele, a expansão estava prevista antes do início da pandemia e foi acelerada durante este período. A previsão é que a formatação esteja concluída no prazo de 60 dias. A EcoAlternativa está há 12 anos no mercado, tem 16 colaboradores e conta com portfólio de mais de 50 projetos ambientais. Destacam-se o método selo verde, focado na redução de custos a partir da destinação de resíduos das empresas; o APP EcoEvento/Ecobusiness, aplicativo que tem como missão reflorestar o Brasil e projetar a responsabilidade ambiental das empresas; e o Econdominio, cujo objetivo é pleitear até 20% de desconto na taxa do IPTU de imóveis residenciais e comerciais. Por meio de franquias, a intenção do biólogo é levar esses serviços para outras cidades. “Nosso modelo de negócio cabe em todos os municípios, dos maiores aos menores”, assegura. A meta é ter 12 franqueados ao final do primeiro ano e dobrar o número a cada ano. “Por meio da franquia vou conseguir fazer com que profissionais da área ambiental de todo o Brasil possam realizar o sonho não só de empreender na área da consultoria ambiental, mas projetar resultados expressivos por meio do nosso modelo de negócio”. Outro projeto que está prestes a virar realidade é o coworking ECO, um espaço convidativo à sustentabilidade e à prática de esportes ao ar livre com previsão de ser inaugurado em novembro. Em obras, o coworking funcionará em um terreno de 700 metros quadrados na avenida Morangueira e terá quadra de beach tênis, áreas de descanso, uma minibiblioteca – com bibliografia sobre práticas simples para se tornar um cidadão mais ecológico – e horta. “Nesse espaço os usuários poderão cultivar hortaliças orgânicas, pois todo o resíduo orgânico gerado em nossas estruturas serão compostados ali”, explica. Também em breve será lançada a Universidade Ambientalflix, um portal online focado na capacitação de profissionais da área ambiental. Além da programação virtual, haverá espaço para cursos presenciais. Severiano calcula cerca de 12 meses para começar a ter retorno dos três investimentos.   Economia reage O otimismo dos empresários ouvidos pela reportagem não é à toa. De maneira gradual, a economia dá importantes sinais de recuperação. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram uma inversão na curva de geração de empregos em Maringá. Depois de meses de retração a partir de abril, as contratações voltaram a superar as demissões em 173 vagas em agosto. Em setembro, a Agência do Trabalhador chegou a anunciar quase 550 vagas de trabalho em uma única semana. Para o economista João Adolfo Stadler Colombo, os dados mostram uma recuperação fortíssima a caminho, ao menos no mercado de trabalho. “Daqui em diante, dada a liberação de uma demanda reprimida, aliada à inflação que, ao menos na teoria, estimula a geração de empregos no curto prazo com o barateamento da mão de obra, a expectativa é de uma queda sequencial na taxa de desemprego”. Já ao analisar os dados recordes de abertura de empresas, o economista é mais cauteloso e alerta para a possibilidade de uma ‘situação distorcida da realidade’. Segundo dados da Junta Comercial do Paraná (Jucepar), foram abertas 5.243 empresas só em julho. Colombo destaca, no entanto, que muitas empresas do Lucro Real, Presumido e até do Simples Nacional vêm utilizando o MEI para desonerar a folha de pagamento. “Pode ser tanto com novos contratados quanto com os antigos colaboradores, simulando suas rescisões, reformatando de CLT pra MEI, passando a contabilizar essa despesa, antes tida como ‘mão de obra’, agora passando para ‘prestadores de serviço’ por meio das notas fiscais emitidas por esses CNPJs”, pondera. O economista cita ainda os desempregados e informais, que abrem MEI como forma de garantir benefícios. Por fim, ele atribui esses dados também às empresas em dificuldade - com restrições insolucionáveis com protestos, negativações, dívidas tributárias – que optam por abrir novos CNPJs a fim de um recomeço livre de restrições de crédito e outras imposições que terminariam de inviabilizar suas atividades.   O que vem por aí Sobre os índices econômicos para os próximos meses, o economista diz que o terceiro trimestre ainda é uma incerteza após o tombo de quase 10% no Produto Interno Brasileiro (PIB) entre abril e junho, no entanto aposta em um último trimestre com alta razoável, algo em torno de 4%. “Isso deve estimular um pouco a economia durante a época do Natal”. Ele também acredita no recuo dos preços dos alimentos que foram fortemente impactados pela disparada do dólar nos últimos meses, chegando próximo a marca dos R$ 6. Hoje a moeda americana cedeu para R$ 5,30 e aparentemente entrou em tendência de queda. “Passado o desarranjo causado pelo comércio internacional, dada tamanha volatilidade no câmbio, esperamos que tudo venha a se normalizar: que a inflação não fure o limite máximo da meta pelo Banco Central, dólar retorne abaixo dos R$ 5 e taxa de juros não se eleve acima de 6,5% no médio prazo”. Colombo lembra ainda que o governo antecipou renda nacional futura ao dar dinheiro à população sem contrapartida. Embora reconheça a importância da medida, que amenizou os impactos ao impedir que parcela da população ficasse desamparada, ele alerta para um natural o caminho reverso. “Será preciso enxugar o excesso de moeda na economia, até para o controle inflacionário ser eficiente”. Para o economista, o setor produtivo vem fazendo a sua parte, bem como a sociedade civil organizada, as associações e as cooperativas. Mas será preciso empenho também do setor público. “Infelizmente o prejuízo foi gigantesco, o deficit primário do governo será superior à soma de todo o deficit fiscal desde 2014. Mais do que nunca as reformas administrativas terão de ser implementadas, por bem ou por mal”, finaliza.

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